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“Tu me seduziste, Senhor,
e eu me deixei seduzir...” (Jer. 20,7)
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Sou
Irmã Maria Cristina Avanço, ssa nasci aos
14 de outubro de 1962, tive a graça de ter por
pais Aldemar Avanço e Anizia Rosetto Avanço
duas pessoas magníficas, seja humanamente, seja
na vivencia dos valores e no compromisso da fé.
Somos 5 irmãos: Marilina, eu, Gisberto, Adriana
e André Luís. Tive uma infância tranquila
na fazenda Itauna (município de Alvorada do Sul/PR)
onde nasci e morei até os 18 anos. Meus
pais sempre trabalharam muito, cresci brincando ao lado
da máquina de costura da minha mãe e no
balcão do Armazém, ao lado do meu pai. Como
tradicional família de origem italiana, sempre
fomos muito ligados afetivamente, o domingo era o dia
de se encontrar... avós, tios, primos...a grande
família da qual tenho lindas lembranças.
Sempre me senti muito amada e sempre fui muito apegada
sobretudo aos meus pais.
Com
15 anos tive um problema de saúde (câncer
na Tireóide), um período delicado, mas ao
mesmo tempo de experiência de muita fé. Não
entendia e não sabia o diagnóstico, mas
lembro como minha família, os sacerdotes da Paróquia
e toda comunidade rezaram muito por mim, sobretudo nas
novenas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nossa
Padroeira. Tinha medo de perder minha voz e comecei a
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sentir
internamente que Deus queria algo mais de mim, tinha
uma missão para mim e minha voz. Ele me concedeu
o dom da cura e a vida continuou... Como jovem normal
sonhava em casar, ser mãe porque sempre gostei
de crianças... frequentava a comunidade paroquial,
o grupo de jovens e a Conferência São Vicente.
Padre
Zezinho tem uma música chamada “Projetos”,
acho que a sua letra faz entender meu processo vocacional:
“Eu tinha um plano de vida, onde era tudo previsto,
mas o Senhor Jesus Cristo, tinha os seus planos também.
Na minha mente atrevida eu fabricava castelos, não
aceitava palpites, não consultava ninguém.
Eis que porém senão quando, Ele chegou
de mansinho, foi pondo setas na estrada, fê-la
torna-se um caminho. Não foi apenas um sonho,
nem uma ideia qualquer: foi um chamado inquietante,insistente,
e constante que fez dizer. Que sim, que sim, que sim,
que sim aos planos de Deus, que não aos planos
que eu tinha e agora depois deste sim e depois deste
não, eu entendo o que é ter vocação...
”Como em nossa Paróquia nunca tivemos religiosas,
eu encontrava alguma irmã de vez em quando, em
encontros de jovens ou nas conferencias vicentinas,
ou quando vinham em minha casa, mas nunca falava nada
da minha inquietação. Assim conhecia várias
congregações: Missionárias Claretianas,
Servas da Caridade, Irmãs do Sagrado Coração
de Maria de Berlaar, Irmãs Missionárias
da Imaculada, Leigas consagradas... comecei a pedir
a Deus que me revelasse a sua vontade. Um dia, por Providência
Divina, recebemos na Paróquia a visita das Irmãs
de Santa Ana, era o dia 23 de agosto de 1981, e o Senhor
me revelou que este era o projeto Dele para mim. Foi
muito difícil deixar pai, mãe, irmãos...
mas quando Deus quer, Ele também dá a
graça que necessitamos. De agosto a dezembro,
daquele ano, participei de alguns encontros na casa
das Irmãs em Londrina e via como as irmãs,
noviças e postulantes eram pessoas felizes. Com
o apoio de minha família, dos Padres do PIME:
Cesar Bano e Antonio Quaggiotto e da comunidade paroquial
dia 1º de fevereiro de 1982 iniciei meu processo
formativo nas Irmãs de Santa Ana. Aos poucos
fui conhecendo e amando a vida e a missão desta
Família Religiosa e foi crescendo em meu coração
a vontade de continuar na história o sonho de
Carlos e Julia de Barolo. Fiz os primeiros votos dia
25 de janeiro de 1985 e profissão perpetua aos
02 de fevereiro de 1991. Nestes quase trinta anos de
caminhada tive muitas alegrias e não faltaram
dificuldades também, pois estas fazem parte da
vida, mas não me vejo em outro estilo de vida
que não seja este: “Irmã de Santa
Ana!”
Minha
gratidão a Deus pela sua graça e pelo
seu amor misericordioso e providente. A minha família
pelo amor e apoio, às irmãs, aos sacerdotes,
aos amigos, aos benfeitores, enfim a quantos me ajudaram
a caminhar até aqui: um profundo muito obrigada!
A
quem lê a minha historia, um pedido: “peçam
a Deus o dom da fidelidade e da santidade para mim e
minhas irmãs”. Aos jovens que sentem o
chamado vocacional digo: não temam, digam sim
a Deus, na realização do projeto que Deus
tem para você está a sua felicidade!
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| Irmã Maria Cristina Avanço
- Londrina/PR |
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