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Sou
irmã Cilene Serafin, nasci em Pirapózinho,
interior de São Paulo, sempre morei no sitio com
minha família e vi as Irmãs pela primeira
vez em uma missa na TV. Senti o desejo de ser igual a
elas e expressei isso para minha família, que no
inicio achou que era “fogo de palha”, mas
não me negou apoio. Meus tios, que são Ministros
da Eucaristia, levaram-me para conhecer as Irmãs
de Santa Ana que estavam a pouco tempo em Presidente Prudente.
Conversamos um pouco e expressei meu desejo de ser Irmã,
pois queria ajudar os pobres. Elas me acolheram com muita
alegria e prontidão, mas aconselharam-me a continuar
estudando e a esperar mais um ano pois eu tinha somente
14 anos. No ano seguinte, elas foram embora da cidade,
assim perdi o contato com elas. Estudava o primeiro colegial
a noite e um dia uma Irmã Beneditina foi dar uma
palestra vocacional, gostei muito e no final fui falar
com ela que convidou-me a participar dos encontros vocacionais
naquele ano. Participei de vários e aos poucos
foi aumentando ainda mais o meu desejo de consagrar minha
vida a serviço dos pobres, ainda não entendia
a questão
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dos
carismas congregacionais. Entrei em janeiro de 1984
nas irmãs Beneditinas onde fiquei dois anos,
tempo em que tive oportunidade de conhecer mais o carisma
e estilo de vida das Irmãs e fui percebendo que
não identificava-me com os mesmos, pois sentia
uma certa inquietude, sempre lembrava das primeiras
Irmãs que conheci. Então procurei entrar
em contato, através de meus tios, com as Irmãs
de Santa Ana novamente e as encontrei em Londrina, aproveitei
o tempo de férias e fui lá para conhecer
de perto e participar de um encontro vocacional de 3
dias. Encantou-me a simplicidade, alegria e acolhida
das Irmãs e formandas que la estavam, mas tocou-me
especialmente a visita que fizemos às famílias
pobres e miseráveis na favela do Franciscato.
Iniciei então meu processo de discernimento com
pessoas que me ajudaram e decidi, mesmo com sofrimento,
deixar as Irmãs Beneditinas, a quem sou muito
grata, por tudo que me ensinaram, e entrei no inicio
de 1986 já como postulante das Irmãs de
Santa Ana. Assim, nos anos de formação,
fui aprofundando as motivações e compreendendo
o que é ser Irmã, o que significa deixar
tudo e seguir Jesus na Vida Religiosa. Lembro-me até
hoje do dia em que meus pais me acompanharam até
o Convento e foram embora chorando, senti um aperto
no coração, mas Deus, nosso Bom Papai,
concedeu Sua graça a eles e a mim a ter coragem
de deixar tudo e ir em frente ...já fazem 27
anos. Sou muito feliz como Irmã de Santa Ana
e agradeço à minha família, a cada
irmã, formanda e pessoas amigas que me incentivaram,
em todos os sentidos, a seguir em frente procurando
ser instrumento do amor providente e misericordioso
de Deus.
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