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Eu,
irmã Ana Maria Carneiro, nascida aos 26 de Janeiro
de 1960 em Indiaporã-SP; primeira filha de 8 filhos
do casal Galdino Carneiro Neto e Maria Ana Maciel Carneiro.
Nós sempre moramos no sítio. Vida simples
e humilde. Meus pais nos educaram na fé cristã,
nos infundindo no coração e na mente valores
cristãos, morais, éticos... Naquela redondeza
existia uma comunidade rural, aonde o padre vinha uma
vez por mês celebrar a missa. Dos 10 aos 12 anos
fiz a catequese ali mesmo, pois o nosso vizinho era catequista.
Éramos umas 28 crianças e adolescentes.
Depois da primeira comunhão fiz a “perseverança”
(o que se chamava na época). Em seguida comecei
a dar catequese e aos poucos sentia vontade de servir
a Deus, queria ajudar as crianças, não gostava
de ver crianças muito pobres e que sofriam muito.
De vez em quando dizia que queria ser “irmã”,
mas nem sabia o que significava. Nessa comunidade passamos
a fazer celebrações dominicais da Palavra
e uma vez por mês o padre continuava vir para a
Missa. Eu era umas das dirigentes. Com toda a minha família
participava com muito empenho. Estudava na cidade de Indiaporã
à 12km da nossa casa. Este
desejo de servir a Deus crescia comigo,
mas como
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não conhecia nenhuma irmã fui me acomodando
e os anos passavam.Um dia já no 3º Colegial
no dia 05 de novembro de 1980 às 19hs chegando
à escola tinha uma irmã dando uma palestra
sobre vocações. Era irmã Elisa
das Irmãs de Santa Ana que morava em Barretos-SP.
Escutei- a assim como todos os outros alunos da escola.
Terminada a sua colocação fui apresentada
a ela pela secretária da escola que na época
era também uma das catequistas da nossa paróquia.
Aquele dia tinha vindo à escola para entregar
o atestado médico, pois estava doente e voltei
para casa. Mais tarde, o Senhor Branco (aquele que tinha
sido o meu catequista e queria muito bem a mim) acompanhou-a
em minha casa para uma breve visita.
Era
final de ano, terminando o segundo grau, eu me preparava
para prestar o Vestibular e, o entanto, a irmã
me fez a proposta de entrar para fazer uma experiência.
Então, entrei no aspirandato em Barretos no dia
14 de fevereiro de 1981. Sem mesmo entender muito bem
o que estava acontecendo, acreditava na ajuda e graça
de Deus e pedia a Ele de ser perseverante e fiel na
caminhada. Aqui estou até hoje e digo que vale
a pena.
Ainda
uma última palavra, depois de alguns anos como
religiosa tive a graça e a alegria de ser missionária
em outro país. De setembro de 1995 a setembro
de 2009 estive nos Camarões- Africa, aonde trabalhei
na formação das jovens que desejam e querem
ser Irmãs de Santa Ana.
Foi uma experiência muito bonita e rica. Por isso,
rezemos ao nosso Deus bondoso e rico no seu amor, que
nos envie santas e boas vocações.
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